· Agredir nem
sempre é a única solução. Isto é um fato. Mas claro,se uma pessoa tem diversos
diálogos com a criança e ainda assim ela não obedece e desrespeita o
responsável,bater é mesmo desnecessário? Se formos pensar assim,vamos deixar
nossos assassinos soltos,já que esses não aceitaram um dialogo. Vamos deixar a
corrupção rolar solta,já que esses políticos corruptos não aceitaram um
dialogo. Existem sim,muitas crianças que apanham sem necessidade,mas vocês
realmente acham que essas pararam de apanhar por conta de uma mera lei? Os
ignorantes não correm atrás do saber.
· Ao
levar o filho para a praia ou para uma piscina, os pais estão conscientemente
aumentando o risco de morte da criança. Mesmo assim, julgam que a diversão daquele
momento justifica o risco. Ao levar o filho para a casa da avó pra passar
a noite, os pais voluntariamente aumentam as chances de o filho morrer ou de
ter sequelas pela vida toda (ao colocá-lo num carro) para que possam desfrutar
uma noite a dois. É tão horrível assim? Não. É natural.Pequenos
riscos e danos fazem parte da vida, e podem ser justificados por ganhos
significativos em outras áreas. Da mesma forma, manter a paz no presente pode
justificar um microaumento da probabilidade de que o filho arrume briga no
parquinho.
· O
conteúdo da famosa lei da palmada é só o começo dos problemas. É preciso
implementar a proibição. E como é que a Justiça vai descobrir se a
palmada ainda vigora nos lares? A princípio, é mais uma lei que não
pegará.Ou será que o estado vai levá-la a sério? Nesse caso, e na
ausência de Fiscais da Família visitando-nos toda semana pra interrogar as
crianças (ainda é cedo pra isso — quem sabe em 2050), a única saída é estimular
a cultura da delação. Mas me digam, o que será pior
para uma criança: levar uma palmada no bumbum ou ser tirada à força de seus
pais, dada aos cuidados da Assistência Social, ir e vir a tribunais familiares,
e ser repassada a uma nova família?
· Dados
científicos sobre a consequência das palmadas nos pimpolhos são inconsistentes.
Muitos estudos levam em conta apenas as punições abusivas e não as simples
palmadinhas, e em uma frequência alta. Pesquisas feitas na Nova Zelândia
indicam que não há consequências negativas para crianças educadas com castigos físicos
moderados.E claro,não
podemos encerrar sem saber o que a Biblia acha disso. Provérbio 23,versículo
13. Não hesites em disciplinar a criança; ainda
que precises corrigi-la com a vara, ela não morrerá.
·
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