Estava um sol de rachar e eu fui correndo para a
Nobel com uma carteira de gato –lotada de moedas e notas amassadas,que juntas
resultavam em trinta reais- e um sorvete nas mãos. Minha mãe esperava no
carro,e eu,no auge de meus onze anos de idade queria ler Amanhecer. Quando
cheguei na Nobel,infelizmente Amanhecer estava quase tão caro quanto A Morte
Súbita,e eu desisti. Claro,querendo vender,a atendente me propôs As Vantagens
De Ser Invisível,e a boba de onze anos aceitou. Eu não sabia que era um livro
sobre sexo,drogas e rock ‘n’ roll.
Chega a ser hilário o trabalho carimbo de um
livro. Hoje ele esta praticamente destruído,o que significa muitas aventuras ao
lado de Charlie,Sam e Patrick. Quando adaptado para o cinema levava fãs por
onde passava,mas cá entre nós,o cinema estragou o livro,eu particularmente não
passei dos quinze minutos. Demorei muito tempo para me afogar nas cartas de
Charlie,e hoje sou completamente apaixonada por elas.
As Vantagens de Ser Invisível é um livro sobre a
vida,um Boyhood da literatura. Para quem gosta de romances água com açúcar esse
não é um bom livro,até porque não é um romance propriamente dito. Narrado em
primeira pessoa através de cartas,o livro nos deixa à vontade e envolvidos de
tal maneira que Charlie parece uma pessoa real,tão doce e problemática quanto o seu público. Com uma trilha sonora peculiar e deliciosa,Stephen consegue trazer de
modo simples uma perfeita nostalgia ao leitor,o levando para os melhores e
piores momentos de sua vida.
A única coisa que me choca é o fato de Stephen
ser cineasta e ter deixado Hollywood destruir sua história. Meus pêsames.
Livro: As
Vantagens De Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower)
Autor:
Stephen Chbosky
Editora:
Rocco.jovens leitores.
Páginas:
223
Data
da publicação: 1999
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